O fim da escala 6×1 está gerando intensos debates no Brasil. Embora a maioria dos trabalhadores seja favorável à proposta, há resistência significativa de parte da oposição e de setores importantes da economia. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que uma proposta será votada até maio, com dois textos diferentes em tramitação.
A PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Essa proposta estabelece uma jornada máxima de trabalho de 4×3, com 36 horas semanais. Outra proposta, a PEC 148/2015, já aprovada na CCJ do Senado, prevê uma redução gradual da jornada semanal a partir de 2027, culminando em 36 horas a partir de 2031.
O debate sobre a redução da escala é sensível, especialmente em ano eleitoral. O deputado Reginaldo Lopes destacou que a sociedade optou por uma jornada de 40 horas e alertou para o risco de um apagão no mercado formal de trabalho se a proposta não for aprovada. Por outro lado, um setor da oposição se mostra aberto ao diálogo sobre a proposta, enquanto outros a criticam, considerando-a uma estratégia eleitoreira.
A oposição planeja unir forças com o empresariado para barrar a votação do texto, argumentando que a diminuição da carga horária poderia resultar em um colapso econômico. Essa narrativa, no entanto, é contestada por especialistas, que veem a redução da jornada de trabalho como um movimento natural.