O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu pelo afastamento cautelar do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, do vice-prefeito e de secretários municipais. A medida é resultado de investigações sobre fraudes na construção do Hospital Geral do município, estimado em quase R$ 70 milhões.
As apurações revelam um suposto esquema de corrupção, com direcionamento de contratos para a empresa Santa Rita Engenharia. A Polícia Federal e o Ministério Público identificaram movimentações financeiras suspeitas e saques vultosos envolvendo agentes públicos e seus familiares.
Além do afastamento, o ministro autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados e a realização de buscas e apreensões para preservar provas. A Polícia Federal também deu início à segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga possíveis fraudes em licitações relacionadas ao hospital.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca nas cidades de Macapá, Belém e Natal. A Corte determinou o afastamento de servidores públicos por um prazo inicial de 60 dias. A Prefeitura de Macapá não se manifestou até a publicação desta matéria.