A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcada para esta terça-feira foi cancelada. Decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiram que os alvos dos depoimentos se ausentassem ou permanecessem em silêncio.
O colegiado iria realizar as oitivas do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do fundador da corretora liquidada Reag, João Carlos Mansur. No entanto, a decisão do ministro do STF André Mendonça tornou a presença de Campos Neto facultativa, enquanto a defesa de Mansur obteve decisão favorável do ministro Flávio Dino para permanecer em silêncio.
O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), disse que a defesa de Mansur recebeu a notificação apenas no domingo. Ele argumentou que há prazo mínimo de 48 horas para o comparecimento e que a decisão de Dino não desobriga o comparecimento.
A CPI do Crime Organizado investiga Banco Master e suspeita de fraude envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB). A Reag, por sua vez, teria ligação com fundos de investimento do Banco Master.