A atleta trans Tifanny Abreu, de 40 anos, do Osasco São Cristóvão Saúde, não poderá disputar a Copa do Brasil no ginásio Moringão. A Câmara Municipal de Londrina aprovou um requerimento em caráter de urgência que proíbe sua participação, com 12 votos favoráveis e 4 contrários.
Em resposta à decisão, a Confederação Brasileira de Vôlei acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por considerar o ato inconstitucional. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) afirmou que está tomando as medidas legais necessárias para garantir a participação de atletas que estão legalmente inscritos, incluindo Tifanny Abreu, que atende aos critérios da política de elegibilidade da CBV.
A proibição tem como base a Lei nº 13.770, de 2024, proposta pela vereadora Jéssica Ramos Moreno, que impede a participação de atletas trans em competições no município. A norma define o sexo biológico e prevê sanções, como a revogação de alvarás e multas, em caso de descumprimento.
A deputada federal Carol Dartora manifestou repúdio à decisão e protocolou um ofício no Ministério Público para investigar possível discriminação e a constitucionalidade da lei. Ela ressaltou que a transfobia é crime e não deve ser normalizada. As semifinais da Copa do Brasil ocorrem em Londrina neste fim de semana.