A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) tomou medidas para garantir a participação da jogadora trans Tifanny Abreu na Copa do Brasil de Vôlei, em Londrina. A atleta estava programada para jogar entre os times Osasco e Sesc-Flamengo, mas a vereadora Jessica Ramos Moreno apresentou um requerimento contra a atuação da atleta, alegando que a lei aprovada equipara sexo biológico a masculino ou feminino e impede a participação de atletas que se identificam de modo diferente.
A CBV divulgou uma nota reforçando as medidas que estão sendo tomadas para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil. A entidade afirmou que a jogadora Tifanny Abreu está elegível a participar pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV.
A legislação aprovada prevê que o descumprimento pode resultar na revogação do alvará do evento e na aplicação de multa administrativa de R$ 10 mil. A atleta Tifanny Abreu é a única mulher trans a atuar no vôlei feminino de elite brasileiro e obteve autorização da Federação Internacional de Voleibol para jogar em campeonatos femininos.
A vereadora Jessica Ramos Moreno reagiu à decisão da CBV e afirmou que os direitos das mulheres serão abandonados, caso o Supremo Tribunal Federal permita a participação de Tifanny na Copa Brasil de Vôlei. A parlamentar afirmou que a lei busca resguardar os direitos das mulheres e que é inegável a força de um homem contra uma mulher.