Mistério do alerta extremo em curitiba

Alerta automático em aparelhos de celulares pode ser de uma operadora clandestina, avalia especialista.
Foto: ‘Alerta extremo’ em Curitiba começou a chegar nos celulares na quarta-feir
Foto: ‘Alerta extremo’ em Curitiba começou a chegar nos celulares na quarta-feir

Um alerta classificado como “extremo” apareceu repentinamente em Curitiba, começando a chegar nos celulares na quarta-feira (25). A mensagem era curta e enigmática, pedindo apenas para que a pessoa tomasse conhecimento do aviso. O aviso, que em alguns aparelhos tocou em volume alto, gerou pânico e uma enxurrada de questionamentos. Seria um alerta meteorológico? Um erro técnico? Um teste interno? Um ataque hacker? Após dias de mistério, a reportagem apurou o que realmente pode estar por trás do caso. E tudo indica que esteja ligado a uma operadora clandestina.

A Defesa Civil Estadual informou que nenhum sistema da Cedec emitiu os avisos e que as mensagens também não tiveram origem no Simepar. Contudo, o órgão reportou os casos à Agência Nacional de Telecomunicações e à Secretaria Nacional de Defesa Civil, responsável pela interface oficial de disparo de alertas no país.

O especialista Cláudio Lacerda, gerente de desenvolvimento da Hugtak, avaliou que o aviso era um alerta automático de equipamento que estava entrando em operação e enviando um teste. Ele explicou que, no Brasil, apenas a Defesa Civil pode enviar o alerta extremo. O Centro Nacional de Defesa Civil centraliza o envio de todos os alertas por meio de uma única central, utilizando a plataforma IDAP.

Na avaliação do profissional, alguém que está montando uma estação clandestina, com a finalidade normalmente de envio de SMS e a prática de fraudes, acabou deixando escapar o alerta, talvez de propósito. “Montando essa estação, ela deixou configurada essa opção de enviar esse cell broadcast. Não é de um hacker, isso não veio pelo caminho que seria o caminho da Defesa Civil”, disse.