Tarifas de Trump abrem mercado dos EUA para quase metade das exportações do Brasil

A partir de hoje, mais de 40% dos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficam livres de sobretaxas, enquanto outros 25% terão taxa de 10%. Aeronaves e setores industriais e agro são os principais beneficiados pela mudança, que atende decisão da Suprema Corte do país.
Foto: Entre os principais beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíq
Foto: Entre os principais beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíq

O novo regime tarifário dos Estados Unidos, implementado nesta terça-feira, isenta 46% das exportações brasileiras, equivalentes a US$ 17,5 bilhões. Outros 25%, somando US$ 9,3 bilhões, passarão a ser tributados com uma taxa global de 10%, que pode ser elevada a 15% futuramente.

A alteração foi motivada por uma decisão da Suprema Corte que declarou ilegal a imposição unilateral de tarifas por Donald Trump. Inicialmente, o governo norte-americano estabeleceu uma taxa de 10%, depois elevada a 15%, mas a última não foi formalizada. Assim, a alíquota de 10% passou a ser aplicada automaticamente.

Entre os produtos mais beneficiados estão aeronaves, agora com alíquota zero, o que representa um avanço significativo. O setor industrial e o agro também terão maior competitividade, já que tarifas que chegavam a 50% foram reduzidas para até 10%.

Antes das mudanças, cerca de 22% das exportações brasileiras sofriam sobretaxas entre 40% e 50%. Com a nova regra, mais de dois terços da pauta deixam de pagar taxas elevadas, impactando diretamente a vantagem comercial do país no mercado norte-americano.