Na cidade argentina de Wanda, uma nova taxa, a Taxa Ecoturística Municipal, gerou protestos entre moradores e trabalhadores locais. Desde a semana passada, visitantes se deparam com uma barreira na estrada de acesso às Minas de Wanda, onde a cobrança é realizada pela prefeitura.
A prefeitura instituiu a taxa para arrecadar recursos, mas a Compañía Minera Wanda, que promove visitas turísticas às minas, considera a medida arbitrária e contrária às leis argentinas. Em resposta à recusa da empresa em incluir a taxa no ingresso, a prefeita Romina Faccio determinou a instalação do “pedágio” no acesso ao atrativo.
Comerciantes, trabalhadores e informais, que dependem do turismo, estão mobilizados contra a taxa desde seu início. Os manifestantes têm se reunido no local para dialogar com os visitantes e expressar sua oposição à cobrança, enquanto vídeos de confrontos com fiscais circulam nas redes sociais.
A prefeitura de Wanda, por sua vez, afirmou que não pretende recuar da cobrança, que visa investimentos em infraestrutura. A Compañía Minera Wanda, diante da diminuição na procura, não descarta encerrar as visitas turísticas, com a taxa variando de P$ 1 mil a P$ 100 mil, dependendo do tipo de veículo.