A democracia brasileira depende da precisão na contagem dos votos e, por isso, a Justiça Eleitoral tem investido na modernização dos mecanismos de identificação, com a biometria sendo o estágio mais avançado. A implementação foi retomada após a interrupção causada pela crise sanitária global, com o objetivo de alcançar a totalidade do eleitorado. Para as eleições de 2026, é fundamental analisar as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a obrigatoriedade do cadastramento biométrico.
A obrigatoriedade do cadastramento biométrico para o pleito de 2026 depende de algumas condições. Nos municípios em revisão do eleitorado, o comparecimento é mandatório, e o não cumprimento resulta no cancelamento do título de eleitor. Com o título cancelado, o cidadão não poderá votar, tornando a biometria um pré-requisito para o sufrágio.
Para novos alistamentos ou transferências, a coleta biométrica já é um procedimento padrão nos cartórios que possuem o kit biométrico. Após o fechamento do cadastro para as eleições municipais de 2024, o TSE reabrirá o sistema para atualizações visando as próximas eleições, intensificando as chamadas para a regularização biométrica.
A trajetória da identificação do eleitor no Brasil é uma busca contínua pela eliminação de fraudes e pela agilidade do processo. O projeto de identificação biométrica começou em 2008 com testes em três municípios, expandindo gradualmente até 2018. A coleta de dados foi suspensa entre 2020 e 2022 devido à pandemia de Covid-19.