Stf investiga quatro servidores por vazamento de dados de ministros e familiares

Ação judicial do Supremo inclui buscas em três estados e restrições como afastamento e bloqueio de sigilos de auditores e técnicos acusados.
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Quatro servidores públicos foram investigados nesta terça-feira, 17, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) após acessos ilícitos e vazamento de informações sigilosas da Receita Federal sobre parentes de ministros da Corte. Entre os alvos estão dois funcionários cedidos à Receita, além de um técnico do Seguro Social e um empregado do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Os nomes divulgados são Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, todos afastados de suas funções e submetidos ao bloqueio de sigilos bancário, fiscal e telemático. Alexandre de Moraes determinou ainda restrições como recolhimento domiciliar nos finais de semana e à noite, além de retenção de passaportes, impedindo que deixem o país.

A Polícia Federal executou quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, conforme solicitação do STF após denúncia da Procuradoria-Geral da República. No Rio, um trabalhador do Serpro foi alvo da medida, enquanto os demais servem à Receita ou ao INSS em diferentes regiões.

Ricardo Mansano atua em Presidente Prudente, interior de São Paulo, desde 2007 como auditor e integrante da equipe técnica de gestão de créditos tributários. Ruth e Luciano, técnicos do Seguro Social, trabalham em São Paulo e Bahia, respectivamente, desde o início dos anos 1980 e 1990, enquanto Luiz Martins Nunes está no Serpro desde 2000.