A Receita Federal do Brasil confirmou que houve acessos indevidos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Essa declaração foi feita após uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte.
A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, envolveu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Embora não tenham ocorrido prisões, a Justiça implementou medidas cautelares, incluindo afastamento de função pública e proibição de deixar o país.
A Receita afirmou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e que, em 12 de janeiro, o STF solicitou uma auditoria para identificar acessos indevidos nos últimos três anos. A Corregedoria já havia iniciado um procedimento investigatório com base em notícias da imprensa, e a auditoria continua em andamento.
Desde 2023, a Receita Federal reforçou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais, resultando em processos disciplinares que levaram a demissões e sanções administrativas. O órgão se comprometeu a manter rigor na investigação e a divulgar novas informações conforme a apuração avança.