Temer defende desfile da Niterói: sátira política é parte da tradição

O ex-presidente Michel Temer comentou sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. Ele defendeu a liberdade de expressão no carnaval.
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O ex-presidente Michel Temer minimizou as controvérsias em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que a sátira política é uma tradição do carnaval e que, como defensor da liberdade de expressão, não julga as escolhas de temas na avenida.

O desfile tem sido alvo de críticas da oposição, que acusa a escola de samba de fazer propaganda antecipada para Lula. O Partido Novo anunciou que tomará medidas legais para pedir a inelegibilidade do presidente, enquanto o senador Flávio Bolsonaro criticou o uso de dinheiro público para campanhas antecipadas.

Temer foi representado no desfile tirando a faixa de presidente de Dilma Rousseff, e o ex-presidente comentou que o samba é um espaço para criatividade e fantasia, sem a necessidade de rigor histórico. Ele também fez referência ao desfile de 2018 da escola Paraíso do Tuiuti, que fez críticas ao governo.

Apesar de suas defesas em relação às escolas de samba, Temer foi crítico ao governo Lula, mencionando problemas como irresponsabilidade fiscal e endividamento público crescente. O enredo da Acadêmicos de Niterói, “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, retratou a infância e trajetória de Lula até a presidência, e o presidente assistiu ao desfile ao lado de autoridades, com algumas restrições sobre a presença de ministros e uso de verbas públicas.