O Departamento de Saúde de Minnesota confirmou o que classifica como o maior surto já registrado nos Estados Unidos de micose sexualmente transmissível. A região metropolitana do estado identificou mais de 30 casos confirmados ou suspeitos até o dia 11 de fevereiro, sendo o primeiro paciente atendido em dezembro do ano passado após apresentar erupção genital.
A infecção é provocada pelo fungo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII (TMVII), capaz de atingir a pele e se propagar por contato direto, inclusive sexual. O fungo pode ser confundido com doenças não infecciosas, como psoríase, ou outras infecções sexualmente transmissíveis, o que torna fundamental a avaliação médica tempestiva para evitar complicações.
Entre os sintomas destacados estão erupções cutâneas avermelhadas, prurido intenso e lesões nas áreas genitais, nádegas e membros. As autoridades estadunidenses recomendam que pessoas com sinais da condição evitem relações sexuais ou pele a pele enquanto houver lesões, além de não compartilhar roupas ou objetos pessoais e lavar peças em água quente para eliminar esporos.
Parceiros sexuais de pacientes com TMVII devem ser notificados e avaliados caso apresentem sintomas. A orientação busca reduzir a disseminação da infecção e prevenir complicações como cicatrizes ou infecções bacterianas secundárias, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.