O ministro Dias Toffoli acredita que o presidente Lula é o responsável pela ação da Polícia Federal ao enviar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin. Esse documento expõe as relações de Toffoli com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Toffoli expressou sua convicção de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar o dossiê que contém registros de ligações e transações relacionadas ao ministro.
Toffoli também considera que Rodrigues não teria enviado o relatório sem a autorização de Lula. Além disso, horas antes de ser pressionado por outros ministros do STF a deixar a relatoria do processo, Lula se encontrou com o procurador-geral da República e solicitou rigor na apuração de fraudes associadas ao banco de Vorcaro. O procurador-geral possui a prerrogativa de solicitar a suspeição do ministro.
O ministro do STF percebe que Lula carrega uma mágoa antiga desde um episódio de 2019, quando ele estava preso. Naquele ano, os advogados de Lula solicitaram autorização para que ele pudesse comparecer ao enterro de seu irmão, mas o pedido foi negado em duas instâncias. A decisão de liberar a autorização coube a Toffoli, que a concedeu apenas minutos antes do enterro, impondo condições que levaram Lula a optar por não viajar.
Após seis anos de distanciamento, Lula e Toffoli se reaproximaram no final de 2024, mas a mágoa do presidente parece ter permanecido. As relações entre os dois continuam tensas, refletindo um histórico complexo entre eles.