No Carnaval de 2026, os Megablocos se tornaram alvo de críticas de foliões e carnavalescos em todo o país. A superlotação, a falta de banheiros químicos e a descaracterização de uma festa tão popular levantaram preocupações entre aqueles que defendem os tradicionais blocos de rua. Especialistas e organizadores afirmam que não se opõem a esses grandes eventos, mas defendem que eles não ocupem espaço que deveria ser destinado aos blocos tradicionais.
Recentemente, dois grandes Megablocos ocorreram em São Paulo: um comandado pela cantora Ivete Sangalo e outro por Calvin Harris, que trouxe um artista internacional para uma apresentação gratuita. Esses eventos geraram situações alarmantes, como foliões passando mal e danos ao patrimônio público, todos resultantes da superlotação. A situação ficou ainda mais crítica com o público aguardando a apresentação de Calvin Harris, que levou foliões a derrubarem uma grade de segurança.
José Cury Filho, coordenador do Fórum Aberto dos Blocos de Carnaval de São Paulo, destaca que o problema vai além da falta de preparo organizacional. Ele argumenta que os Megablocos, que não possuem uma existência cultural ao longo do ano, acabam recebendo tratamento privilegiado da Prefeitura, em detrimento dos blocos tradicionais. Cury também menciona que a quantidade de banheiros disponíveis não foi suficiente devido à inesperada presença de grandes atrações, o que afetou negativamente outros blocos na cidade.
Diante desse cenário, a discussão sobre a coexistência dos Megablocos e dos blocos tradicionais se torna cada vez mais importante. A comunidade carnavalesca se preocupa com a preservação da cultura e da essência do Carnaval de rua, que é um patrimônio querido por muitos. As propostas e soluções para equilibrar esses interesses precisam ser debatidas para garantir que todos possam desfrutar da festa de forma segura e satisfatória.