Técnicos das secretarias de Turismo e Planejamento do Paraná começaram visitas técnicas para mapear 2 mil quilômetros da rota dos Caminhos do Peabiru, além de realizarem as primeiras consultas com povos indígenas. Essas consultas livres, prévias e informadas envolvem comunidades Guarani e Kaingang da Terra Indígena Marrecas, em Turvo, e devem resultar em um plano funcional de visitação a ser encaminhado à Funai.
A meta é estruturar 4,6 mil quilômetros da rota como um produto turístico sustentável, com apoio tecnológico e cultural. O projeto, que conta com a parceria do Paraná Projetos e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá, buscará transformar os dados em ferramentas como site e aplicativo, direcionados à navegação segura dos visitantes.
Durante as avaliações, são identificados pontos que necessitam de intervenções, como erosão, deslizamentos ou pontes, além de integrar diferentes modos de locomoção. A rota inclui trechos para caminhada, bicicleta, cavalo, caiaque ou canoa, além de conexões por rodovias e áreas urbanas, acompanhados por pesquisas antropológicas, históricas, sociológicas e geográficas.
O planejamento também prevê documentos estratégicos e sinalização adaptada aos 97 municípios que o percurso atravessa, respeitando as particularidades de cada região. Além disso, o projeto visa resgatar o legado histórico e cultural da rota, que teve origem em trilhas ancestrais ligando o Atlântico ao Pacífico.