A direção do Bloco Crocodilo anunciou que irá recorrer na Justiça após a decisão da Justiça da Bahia que derrubou o direito do bloco, comandado por Daniela Mercury, de abrir o circuito Dodô no Carnaval de Salvador. A organização busca restaurar o "protagonismo" do bloco e reconhecer a relevância da Rainha do Axé na folia da capital baiana.
Nos últimos 30 anos, o Bloco Crocodilo passou por um processo que o levou a posições cada vez mais periféricas no desfile. Desde a inauguração do circuito em 1996, o bloco perdeu sua posição estratégica, desfilando apenas em posições intermediárias entre a 5ª e 8ª nos últimos 10 anos. Enquanto isso, outros blocos foram favorecidos, mesmo após a extinção de alguns que tradicionalmente abriam a festa.
A empresária Malu Verçosa Mercury, diretora do bloco, argumenta que a gestão do Carnaval de Salvador não considerou a trajetória do Bloco Crocodilo ao definir a ordem do desfile. Ela destaca que, com a decisão de Daniela Mercury desfilar com o bloco na Barra, outros blocos foram posicionados antes dele, contrariando o histórico e a importância do Crocodilo na folia.
A decisão inicial em primeira instância havia permitido que o bloco voltasse a abrir o trajeto, mas foi suspensa em segunda instância após um recurso dos organizadores do desfile. A organização do bloco critica a falta de explicações sobre o deslocamento de sua posição e reafirma a necessidade de reconhecimento do seu papel no Carnaval de Salvador.