Os senadores Eduardo Girão e Marcel Van Hattem, ambos do partido Novo, anunciaram que protocolaram um novo pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Essa ação segue revelações da Polícia Federal, que citou o magistrado diversas vezes no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o qual Toffoli relator do caso na Suprema Corte.
Girão classificou as informações do relatório da PF como “revelações muito graves”. O senador afirmou que o documento confirma um pedido anterior de suspeição que não teve resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além do impeachment, Girão também anunciou mais um pedido de suspeição sobre a atuação do ministro no caso, após a PF ter solicitado a mesma coisa na última quarta-feira.
O novo pedido de suspeição deve ser encaminhado ao PGR, Paulo Gonet. Este é o quarto pedido para a remoção de Toffoli do STF, sendo que três anteriores já foram negados pela procuradoria.
Na última segunda-feira, a PF enviou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, contendo dados do celular de Vorcaro, que incluem menções ao ministro. Em resposta, Toffoli afirmou que as alegações se tratam de ilações e argumentou que a PF “não tem legitimidade” para fazer tal solicitação, baseado no artigo 145 do Código de Processo Civil.