A proposta que visa acabar com a jornada de trabalho no modelo 6×1, encaminhada pelo presidente da Câmara, gerou opiniões divergentes entre os deputados. O PL ainda não decidiu sua posição sobre o projeto e orientou seus membros a não se manifestarem publicamente por enquanto. Entretanto, alguns parlamentares já se mostraram contrários à proposta.
O deputado Coronel Tadeu criticou a iniciativa, afirmando que ela não cria riqueza e que o descanso sem emprego não representa dignidade. Por outro lado, o apoio à proposta é forte entre a base governista, com deputados como Erika Kokay defendendo a mudança como uma melhoria na qualidade de vida. Benedita da Silva também apoiou a ideia, ressaltando que a jornada 6×1 prejudica os direitos dos trabalhadores.
A polarização no Congresso pode determinar o resultado da votação, que deve ocorrer em maio. Existem parlamentares que não estão alinhados nem ao PT nem ao PL, o que pode influenciar na decisão final. No União Brasil, por exemplo, há opiniões divergentes, com Kim Kataguiri se posicionando contra a proposta atual, destacando a necessidade de cortes de gastos.
Ele alertou que, mesmo que a PEC seja aprovada, isso não trará os efeitos desejados e criticou a covardia dos parlamentares em um ano eleitoral. A expectativa é que a proposta seja discutida intensamente nos próximos meses.