Análise da Segurança e Criptografia da Urna Eletrônica

A urna eletrônica brasileira tem como objetivo garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos votos.
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A urna eletrônica brasileira representa o pilar central do sistema eleitoral contemporâneo no país. Desde a sua implementação, a tecnologia empregada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) evoluiu para constituir um ecossistema complexo de hardware e software, desenhado para garantir que a vontade do eleitor seja registrada e apurada com exatidão. A confiança no processo democrático, neste contexto, depende diretamente da compreensão técnica dos mecanismos de defesa que impedem a manipulação de dados.

A atribuição dos mecanismos de defesa da urna eletrônica é garantir os três princípios fundamentais da segurança da informação: confidencialidade, integridade e disponibilidade. Os sistemas são projetados para garantir que o voto seja secreto, que não seja alterado após o registro e que o equipamento funcione corretamente durante todo o período de votação.

A arquitetura de segurança da urna eletrônica permite a auditabilidade do processo. Isso significa que, embora o voto seja anônimo, o sistema deve fornecer provas matemáticas e físicas de que o software executado na urna é legítimo e que os resultados apurados correspondem exatamente aos votos digitados pelos eleitores. Para isso, utiliza-se uma combinação de barreiras físicas e lógicas, impedindo ataques externos e garantindo que apenas o software oficial do TSE seja executado no equipamento.

O desenvolvimento da urna eletrônica remonta à década de 1990, em um cenário onde as fraudes no sistema de cédulas de papel eram desafios recorrentes à legitimidade dos pleitos. O equipamento passou por diversas atualizações de hardware, com novos modelos incorporando processadores mais rápidos trancafiando recursos de segurança sem alterar a lógica fundamental de funcionamento isolado que caracteriza o sistema brasileiro.