Uma vasta operação de fiscalização ambiental, denominada Operação Mata Atlântica em Pé, revelou um cenário preocupante de desmatamento ilegal no estado do Paraná. Coordenada pelo Ministério Público (MPPR) e executada pelo Instituto Água e Terra (IAT), a ação identificou quase 300 hectares de áreas devastadas em 19 municípios paranaenses. Virmond, Laranjeiras do Sul e Cantagalo figuram entre as localidades com maior incidência de crimes ambientais.
Durante a operação, que ocorreu entre 21 e 28 de setembro de 2025, foram lavrados 226 Autos de Infração Ambiental (AIA), totalizando R$ 2.959.500,00 em multas. Segundo o IAT, o objetivo principal foi combater o desmatamento ilegal e verificar o cumprimento de embargos já existentes. No total, a operação mapeou 1.143,58 hectares de área degradada no estado, com multas administrativas que somam R$ 9.960.425,00.
Além das sanções administrativas, os responsáveis pelos ilícitos ambientais poderão responder judicialmente nas esferas cível e criminal. Restrições administrativas também foram impostas aos registros das propriedades rurais envolvidas. Apesar da severidade das punições, os dados revelam uma tendência de melhora em relação ao ano anterior.
De acordo com o IAT, houve uma redução de 38% na área total danificada e de 41,7% no valor dos AIAs deferidos em comparação com o ano passado. A 8ª edição da força-tarefa contou com o apoio de outras instituições, como o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde e a Superintendência do Paraná do Ibama.
A operação se concentrou em 19 cidades do Paraná, incluindo São Jorge D’Oeste, Nova Esperança do Sudoeste, Enéas Marques e outras. “A ação deu enfoque também à fiscalização para verificar o cumprimento de embargo já aplicados em Autos de Infração Ambiental de edições anteriores da Operação”, destacou Álvaro Cesar de Goes, gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, ressaltando o esforço contínuo para garantir a recuperação da vegetação nativa.
