O Carnaval é um período de descontração, mas também de riscos, especialmente com o aumento das aglomerações. O celular se torna um alvo para criminosos, que aproveitam a distração dos foliões para aplicar golpes, especialmente durante transações rápidas com vendedores ambulantes, onde o valor pode ser alterado ou duplicado.
A educadora financeira Adriana Ricci destaca que a falta de conferência no visor do aparelho pode resultar em prejuízos que só serão percebidos mais tarde. Além das fraudes físicas, o furto de celulares desbloqueados é um risco, pois permite o acesso a aplicativos bancários, possibilitando transferências e pedidos de crédito sem o conhecimento do proprietário.
Outro golpe comum é o uso indevido do pagamento por aproximação em locais movimentados, onde cartões podem ser acionados sem que o dono perceba. Links falsos com promoções de blocos e festas também são uma armadilha, projetados para capturar dados pessoais e bancários de usuários desatentos.
Para uma folia segura, é importante adotar medidas preventivas, como usar a “Pasta Segura” para ocultar aplicativos de bancos e ativar a biometria. É recomendado não salvar senhas no celular e desconfiar de mensagens urgentes. Em caso de movimentações estranhas, o contato imediato com a instituição financeira e o registro de um boletim de ocorrência são essenciais para evitar danos maiores.