A população está diante de cenas dramáticas de eventos climáticos extremos, sinal de que a intervenção humana no ambiente natural está prestes a chegar ao ponto de não retorno. Em janeiro de 2026, um alerta chamou atenção sobre a perfuração de petróleo na foz do Rio Amazonas, onde 15 mil litros de um produto chamado fluido sintético vazaram em alto-mar durante os primeiros estudos em busca de petróleo, promovidos pela Petrobras.
De acordo com a Petrobras, o incidente ocorreu a 2,7 mil metros de profundidade, em duas linhas auxiliares que interligam a sonda de perfuração ao poço Morpho, a 175 quilômetros da costa do Amapá. A empresa assegura que não houve dano ambiental, pois o material é biodegradável e não impactaria o meio ambiente. No entanto, qualquer intervenção no meio ambiente gera impacto ambiental, de menor ou maior porte.
As atividades de perfuração foram paralisadas tão logo o problema foi identificado, o que é mais um motivo de preocupação para a comunidade do entorno, que se vê apreensiva com possíveis impactos que a extração de petróleo pode causar. Entidades ambientalistas alertam para o risco e a necessidade de mais estudos para dimensionar o impacto ecológico.
A estimativa é de que seja possível explorar de seis bilhões a dez bilhões de barris de petróleo, cada um valendo cerca de R$ 345. A perspectiva de render muito dinheiro pode mudar o olhar para o empreendimento, mas se não for bem cuidado, pode colocar em risco todo um ecossistema.