Desafios, resiliência e prosperidade marcaram a saga de colonos brasileiros que cruzaram a fronteira para desbravar terras no Paraguai. Cerca de 300 mil brasileiros ajudaram a transformar matas virgens em lavouras produtivas a partir da década de 1970.
O movimento massivo de brasileiros para o Paraguai foi principalmente motivado pela abertura de áreas de colonização estrangeira, o que atraiu sobretudo descendentes de europeus. No Brasil, esses agricultores enfrentavam a escassez de terras ou possuíam propriedades insuficientes para o sustento de suas famílias.
Diante da oportunidade de adquirir terras baratas no Paraguai, muitos venderam o pouco que tinham para buscar um futuro melhor para seus filhos. O destaque foi para os pioneiros de localidades como Santa Rosa del Monday, que foi fundada em 1973 por Alcides Frantz e Otmar Peters.
Na década de 1990, o cenário já era outro, de fartura e desenvolvimento, com a região se tornando o coração agrícola do Paraguai, com destaque para a produção de soja, trigo e milho. Santa Rosa del Monday passou a ser chamada de “Capital da Soja”, título sustentado pelo trabalho conjunto de imigrantes e paraguaios.