A maioria dos brasileiros defende a criação de um código de ética e conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo uma pesquisa divulgada. De acordo com o levantamento, 82% dos entrevistados afirmam concordar que o STF precisa adotar um código específico para orientar a atuação e o comportamento de seus ministros.
Outros 10% disseram discordar da proposta, enquanto 1% afirmou não concordar nem discordar. Já 7% não souberam ou não responderam. A pesquisa também avaliou a opinião pública sobre a criação de um código de ética no STF com base no voto no segundo turno das eleições de 2022.
Entre os eleitores do presidente Lula, 76% concordam que a Corte deve adotar um código de ética e conduta para seus ministros. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, o apoio é ainda maior, uma vez que 88% defendem a criação do código de ética.
O debate sobre a criação de um Código de Ética próprio para os ministros do STF ganhou prioridade na gestão do presidente da Corte, Edson Fachin, e surge em meio a questionamentos públicos sobre conflitos de interesse, como o contrato que a esposa de Alexandre de Moraes mantém com o banco Master, e a viagem que Dias Toffoli fez em um voo particular para a final da Libertadores, ao lado de um advogado ligado a processos no tribunal.