O Athletico Paranaense garantiu seu retorno à elite do futebol brasileiro, selando o acesso com a vitória sobre o América-MG. A campanha vitoriosa na Série B teve em Odair Hellmann, o maestro que soube conduzir o time em meio a turbulências e incertezas, um protagonista essencial. Sua chegada, em maio, injetou confiança e uma nova perspectiva no elenco rubro-negro.
Após substituir Maurício Barbieri, Hellmann estreou com vitória, mas já alertava: “Não somos os melhores, temos muita coisa para melhorar”. A equipe oscilou, enfrentando derrotas e empates que a afastaram do G4. A pressão aumentava, e a sombra da zona de rebaixamento se aproximava perigosamente.
Em meio à crise, o técnico demonstrou resiliência e liderança. Rejeitando qualquer menção à Série C, Hellmann blindou o grupo e apostou em mudanças táticas ousadas. “Se alguém aqui dentro falar em Série C, tem que ser mandado embora agora”, declarou, demonstrando sua determinação em reverter a situação.
A estratégia de Hellmann envolveu experimentações e adaptações constantes. O time chegou a atuar com até cinco atacantes, buscando alternativas para furar as defesas adversárias. A persistência e a busca incessante por soluções renderam frutos: uma sequência de sete vitórias consecutivas impulsionou o Athletico de volta ao G4.
Após momentos de instabilidade, o Athletico engatou uma série de vitórias cruciais, consolidando o acesso e a redenção de Odair Hellmann. O treinador, que havia sido questionado, agora colhia os louros de um trabalho árduo e bem-sucedido. A torcida, antes hesitante, se rendeu ao comandante que reconfigurou o Furacão e o reconduziu à Série A.
Fonte: http://ric.com.br
