O Athletico Paranaense garantiu seu retorno à elite do futebol brasileiro, a Série A, em uma campanha marcada por uma reviravolta notável. Essa ascensão teve um ingrediente especial: o impacto decisivo dos reforços estrangeiros contratados durante a Série B. A chegada dos jogadores estrangeiros transformou o Furacão, que antes oscilava na tabela, em um time competitivo e determinado.
Antes da chegada do lateral-direito Benavídez, dos zagueiros Carlos Terán e Aguirre, e dos atacantes Mendoza e Viveros, o Athletico ocupava a 6ª colocação, somando 23 pontos. O desempenho irregular, com mais derrotas do que o esperado, expunha fragilidades tanto no ataque quanto na defesa. A equipe, apesar de ter um ataque relativamente produtivo, sofria com uma defesa permeável, dificultando a busca por resultados consistentes.
A estreia de Mendoza e Viveros ocorreu em 12 de julho, em uma partida contra o Goiás. Apesar do esforço da dupla, o Athletico não conseguiu evitar a derrota. A busca por entrosamento continuou no jogo seguinte, contra o Volta Redonda, mas o resultado foi o mesmo: mais um revés para o Furacão.
Apesar dos primeiros impactos discretos, os reforços estrangeiros logo mostraram seu valor. Eles garantiram pontos cruciais nos empates contra Ferroviária e América-MG, fechando o primeiro turno com um sabor de esperança. “Sem eles, o time poderia ter encerrado a primeira metade da competição a apenas três pontos da zona de rebaixamento”, ressalta um analista esportivo, evidenciando a importância dos reforços desde o início.
A partir da 23ª rodada, a transformação se concretizou. Os estrangeiros assumiram o protagonismo e começaram a decidir partidas. O Athletico engatou uma sequência impressionante de sete vitórias consecutivas, saltando da 12ª para a 4ª colocação. Mendoza, Viveros, Benavídez e Aguirre se tornaram peças-chave, com gols, assistências e atuações defensivas sólidas, contribuindo diretamente para os 21 pontos conquistados nessa arrancada.
A chegada de Carlos Terán, mesmo com a expulsão em um jogo, fortaleceu ainda mais a defesa. Ao lado de Benavídez e Aguirre, ele contribuiu para uma consistência defensiva notável. A equipe sofreu apenas quatro gols na sequência invicta, demonstrando a solidez do sistema defensivo. A importância dos estrangeiros se manteve na reta final da competição. Viveros marcou um gol decisivo contra o Avaí, enquanto Benavídez e Aguirre formaram a base da defesa no Atletiba, garantindo mais dois pontos cruciais.
Os números comprovam o impacto dos reforços estrangeiros. Com a contribuição deles, o Athletico conquistou 29 pontos entre as rodadas 16 e 36. Sem essa influência, o time teria somado apenas 12 pontos nesse período, o que o colocaria em uma situação delicada na tabela. A performance sem os estrangeiros resultaria em 43 pontos, deixando o Furacão na 14ª colocação, distante do G4 e próximo da zona de rebaixamento.
A conclusão é inegável: o investimento em jogadores estrangeiros foi fundamental para o acesso do Athletico à Série A. “Sem o investimento estrangeiro, o Athletico poderia estar lutando contra o rebaixamento ou planejando mais um ano na segunda divisão, ao invés de comemorando o acesso”, conclui um comentarista esportivo. A aposta em talentos internacionais se mostrou uma estratégia certeira, impulsionando o Furacão de volta à elite do futebol brasileiro.
Fonte: http://ric.com.br
