O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projeta um cenário econômico otimista para o atual governo. Durante o Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, Haddad afirmou que a inflação acumulada nos quatro anos de mandato do presidente Lula será a menor da história do país para um mesmo período.
Além da previsão inflacionária, o ministro destacou o desempenho do mercado de trabalho. Ele mencionou que o Brasil atingiu o menor patamar de desemprego da série histórica do IBGE e antecipou a divulgação de dados que devem indicar uma redução inédita na desigualdade social. “Vamos divulgar dados mostrando que a economia está no menor nível de desigualdade da nossa história, medido pelo índice de Gini, pelas medidas que o presidente Lula tomou”, disse Haddad.
Haddad também celebrou a aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, enfatizando a articulação do governo com o Congresso, mesmo diante de uma base que classificou como mais conservadora. Ele ressaltou a importância da medida, afirmando: “Essa é a capacidade que o presidente Lula tem de construir com um Congresso que todo mundo sabe que tem um perfil mais conservador”.
No âmbito da reforma tributária, o ministro garantiu a isenção de tributos para toda proteína animal incluída na cesta básica, defendendo os avanços no modelo fiscal proposto pelo governo. Em crítica à oposição, sem citar nomes, Haddad afirmou que é necessário “muito tempo para reconstruir o que foi destruído”, referindo-se a gestões anteriores.
Embora tenha demonstrado otimismo em relação à economia brasileira, Haddad não comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender a tarifa adicional de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como café e carne bovina. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, já está em vigor e prevê o reembolso de tarifas cobradas após 13 de novembro.
